Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Tempo, tempo, tempo

Há cerca de quatro anos, li algures numa revista um rapaz que dizia que gastava duas horas diariamente para gerir o seu blog sobre uma série ou algo do género. Na altura, não achei um exagero. Duas horas da minha vida? Oh, isso era perfeitamente possível. Até três horas ou quatro eu era capaz de dispensar por dia e não me faria diferença de maior.

Nessa altura o meu dia-a-dia era parecido ao desta menina - só que o tempo que a Miss dedica ao paganismo, eu passava-o a pensar na visita de estudo ao Porto que fizemos esse ano, a planear e depois a relembrar o que tinha acontecido. Também passava tempos e tempos a olhar para a minha irmã, que nascida nesse ano ainda andava na sua cestinha a dormir, sem desarrumar o meu quarto. Para além disso orientava a minha pseudo-criatividade para os trabalhos de área de projecto e formação cívica que embora não servissem sequer para nota eram giros de se fazer, sobretudo quando envolviam tardes com as amiguinhas a fazer de conta que eramos crescidas e que eram trabalhos importantíssimos que se tinham que fazer das 14h às 21h. E depois havia a minha bicicleta cor-de-rosa, os tempos no photoshop/fireworks/paint shop pro a fingir que era artista, as bolas de sabão que eu fazia às escondidas no quarto, o mp3 que o meu pai me emprestava a tempo inteiro e que estava sempre a tocar Simple Plan.

Algures no tempo houve alguma falha que fez mudar isto tudo. Acho que foi no início do 9º ano quando a minha mãe me disse que não tinha muito tempo e que eu estava responsável por regar as plantas de casa. Que não reguei uma única vez porque me esqueci.

De qualquer modo, se este ano me passasse só pela cabeça dispensar duas horas seguidas - sem interrupções, sem me dispersar, sem manos a chatear - para o que quer que fosse, (e agora vou roubar uma frase muito gira à Rekoa) a minha calculadora teria-me avisado do ERR: SYNTAX 1:Quit. O que me faz andar tipo uma pseudo-vampira daquelas séries (???) que dão aos domingos na SIC e TVI,  a sugar um bocadinho de tempo daqui e dali para me alimentar.



Rabiscado por Babs às 23:31
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010
Agradecimentos

Obrigada:

  • a toda a gente que me deu os parabéns aqui no blog, no facebook, no twitter, por email ou por sms,
  • a quem enviou emails super-fofinhos,
  • a quem me deu os parabéns umas 4 ou 5 vezes (Ni!),
  • à pessoa simpática que me fez um vídeo,
  • a todos os coleguinhas simpáticos que me fizeram a super-festa-surpresa na 5ª,
  • aos 16 que ontem foram à festa. E aos que queriam ir mas não puderam;
  • aos que me deram as prendinhas em baixo:

 

  • à worldpeacebefore2021.com e aos ctt por terem feito chegar no meu dia de anos o autocolante grátis que eu tinha pedido!

(agora só falta colá-lo)

 

E agora vou arrumar o quarto, estudar para o teste de Mat e responder aos vossos comentários.



Rabiscado por Babs às 17:44
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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
Ter 17 anos é fantástico...

... mas eu gosto mais de números pares. Venham os 18.


Sinto-me: aniversariante

Rabiscado por Babs às 08:41
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Amanhã faço anos!

E se não tiverem mesmo nada que fazer podem enviar mensagens de parabéns, montagens, textos fofinhos para:

justnothappening@gmail.com

 

Ok. Estou a ficar egocêntrica.

 


Estou a ouvir: "16 going on 17" - Sound of Music

Rabiscado por Babs às 17:26
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010
Planos

Desde que me lembro que tenho a mania dos planos. Eu chamo-lhes planos porque assim lhes comecei a chamar aos 8 anos mas talvez projectos se adeque mais.

Sempre fui o género de pessoa que tem assinalados no calendário, na agenda e na cabecinha as datas importantes e que vive a planeá-las, a fazer contagem decrescente.

Para além de as planear, imagino-as com tudo o que desejo que aconteça, encho-as de coisas que sei que, em princípio, não vão acontecer. Quando o que desejo não se concretiza totalmente, a desilusão não é muito grande porque quando recordo acabo por misturar o que aconteceu e um pouco do que não aconteceu.

Tenho sempre tudo planeadinho. A minha vida no futuro, o nº de filhos, o nome deles, a casa que quero. Só me falta o que quero fazer profissionalmente e para isso tenho pouco tempo para decidir. Tenho uma lista de tudo o que quero fazer em 2010. Tenho a lista das 101 coisas. Faço to-do lists quase todos os dias que chega a ser obsessivo.

Ao contrário do que me dizem, não acho que esta mania me limite. Orienta-me, ajuda-me, faz-me ter algo para desejar, uma tarefa para fazer. Sobretudo, fez-me melhorar uma certa capacidade para manipular, para arranjar maneira de realizar as minhas tarefas. O que me faz parecer uma espécie de bruxa má.

Lembro-me do que tinha planeado para os meus 16 anos quando tinha 10. Cheguei aos 16 e vi o quão longe estava de tudo isso. E curiosamente, não me importo minimamente com isso. Aos 16 consegui atingir tanta coisa, coisas que decerto parecem banais para vocês mas que eram objectivos que mantinha há muito tempo. Coisas que queria desde os 8, 12, 14 anos.

Aprendi a fazer mais do que tentar chamar por elas em pensamentos. Aprendi a não deixá-las fugir. Aprendi também a contentar-me um pouco com a sorte.

Acho que podia morrer agora antes de descobrir que este castelo de coisas alcançadas é feito de areia. Mas ainda tenho tanto para fazer.

 


E agora, sintam-se à vontade para sair deste blog e correr até este.


Estou a ouvir: Taylor Swift - Breathless

Rabiscado por Babs às 23:58
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
Ignorância

Ontem ou anteontem estava a ver o "Pushing Daisies" que agora dá na Fox:Next (neste momento deve haver uns 10 canais de séries...) e lembrei-me que até aos 11 anos ou assim pensava que todos os actores usavam pequeninos plásticos transparentes colados aos lábios em cenas de beijos na boca.

E por essa altura também não fazia ideia que em Dezembro faz calor no Brasil. Quando, em época de Natal, vi o site do Dolls.com.br com um template de Verão, com as bonequinhas todas na praia, achei que aquilo não era actualizado desde Julho ou Agosto.

Fico parva como é que acreditei nessas duas coisas até tão tarde e como é que ninguém reparou e me disse "Babs, os actores beijam mesmo a sério pessoas que não gostam e, by the way, há pessoas na vida real que fazem o mesmo!" ou "Babs, enquanto estás aí com três casacos vestidos e enrolada numa manta há pessoas noutro ponto do mundo que estão na praia a aproveitar o calor."

Por isso, se notarem algum indício da minha ignorância em relação a algo óbvio, por favor, avisem-me. E sim, eu já sei que as melancias nascem do chão (bendito Farmville!).

 

 


E agora vão todos recambiados para o blog da mon amie Mel. Visitem, visitem, visitem.


Sinto-me:
Estou a ouvir: "My junk" - Spring Awakening

Rabiscado por Babs às 17:58
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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009
Mais uma situação desinteressante da minha primária

Na primária era permitido que levássemos brinquedos para a escola e para o ATL que ficava no mesmo recinto que a escola, por isso todos nós levávamos CDs para ouvir na aparelhagem, Gameboys, entre outros.

Um dia levei o meu telemóvel da Polly Pocket. Era cor-de-rosa e quando o abria ao meio transformava-se numa casinha para duas bonecas. No mesmo dia uma colega levou um brinquedo igual, com a diferença de que o dela tinha riscos no visor e estava no geral em pior estado. Brincámos com os telemóveis juntamente com as outras colegas até que à tarde, no ATL, a miúda diz que o telemóvel sem riscos era dela. Discutimos, eu dizia que era meu, ela dizia que era dela, naturalmente. Para além disso, uma outra colega com a qual eu às vezes tinha umas divergências apoiou a rapariga e disse que realmente, o telemóvel em melhor estado não era meu. Pior que isso: a miúda tinha comprado o brinquedo dela há menos tempo que eu, logo faria sentido se o mais estragado me pertencesse para aqueles que não sabiam que eu sempre estimei bem todos os meus brinquedos – aliás, hoje passados quase 10 anos continuam ali na prateleira intactos para a minha irmã brincar.

Ali, naquela sala com as raparigas a fazerem uma espécie de frente maligna contra mim, pensei nas hipóteses de recuperar o telemóvel. Se a minha mãe chegasse primeiro que a mãe da minha colega iria ficar com o brinquedo e a minha mãe ia sempre buscar-me às 16h nos dias de natação. Constatei, como se constatasse uma fatalidade que infelizmente não era dia de natação e nos outros dias a mãe da tal rapariga ia sempre buscá-la mais cedo que a minha.

Do outro canto da sala vi a senhora chegar, pegar na filha e no meu telemóvel. Tenho uma vaga de ideia de falarem comigo, lembro-me de me desfazer em lágrimas.

Contei a situação à minha mãe. Ela repreendeu-me por ter chorado, porque “a chorar não resolvemos nada” e disse que ao chorar tinha perdido toda a razão. Não fazia ideia dessa “norma”, mas acartei o que me tinha dito, sem ripostar. Tinha perdido a razão, não voltaria a chorar em frente a ninguém. Na altura tinha ainda uma esperança, a de ir ao quarto dela, numa festa de anos por exemplo, e de recuperar o meu telemóvel e deixar ficar o dela. Aliás, confesso que quando há dois ou três anos ela descobriu o meu email e me convidou para ir à sua casa essa ideia me passou pela cabeça.

Mais do que um telemóvel que não era meu, esta situação deixou-me com uma (pequena) experiência do que é sentirmo-nos injustiçados e impotentes e é uma das recordações mais fortes que guardo da infância. Há pouco tempo contei tudo de novo à minha mãe, desta vez sem lágrimas à mistura e ela disse-me que nunca pensou no impacto que isto teve e que se soubesse teria feito alguma coisa na altura.

No final acho que não guardei qualquer rancor à rapariga. Ok, na altura senti inveja dela por dançar e cantar bem, por nos dizerem que ela era uma pessoa “sensível” e que devíamos ter um cuidado redobrado com ela, por ter ténis cor-de-rosa, por ter montes de CD que herdava do irmão mais velho, por no 5º ano ter ido para a escola do rapazinho de quem eu “gostava”. Mas o que guardo dela é mais o sorriso quando lhe faltavam os dentinhos de leite, as nossas canções no meu gravador e as vezes em que ela deixava a tocar na aparelhagem uma música dos Cartoons que me fazia saltitar.


Sinto-me:

Rabiscado por Babs às 22:00
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Sábado, 26 de Dezembro de 2009
Post pós-Natal

Uma lista fantástica com as coisas mais interessantes dos últimos dias:

  • Descobri que o meu irmão tem uma mania qualquer de abrir pacotes de leite quando já há 3 ou 4 abertos (e cheios) no frigorífico,
  • Finalmente chegou a altura em que a minha irmã recebe Polly Pockets no Natal. Estejam à vontade para oferecer mais nos anos dela (7 de Fevereiro),
  • Perdi a tecla de page up do portátil que já andava desmontada desde aquela vez em que tentei tirar as migalhas que estavam por baixo,
  • Recebi a edição especial do "Feiticeiro de Oz"!
  • Perdi a conta à quantidade de bolos, fatias douradas, sonhos e afins que comi,
  • Devia fazer um balanço de 2009 e uma to-do list para 2010 mas sabem que mais? Não me apetece,
  • Obrigo-vos a seguir este link,
  • Mudei o cabeçalho porque o Natal já passou, a imagem foi tirada daqui. Claro que o layout não está tão giro quanto o desta menina.
  • Amanhã a Ni faz anos,
  • Daqui a um mês e dois dias faço anos,
  • A minha farmville está cheia de presentes incluindo vacas extraterrestres. Obrigada a todos os que enviaram (e aos que não enviaram mas queriam enviar. Os que não queriam nem enviaram podem ficar com o meu riso maléfico),
  • Prefiro ficar na ignorância em relação ao dinheiro que gastei a enviar sms de boas festas.

Agora vou para o msn esperar que a minha prima me envie as 120 fotos que ainda faltam deste Natal. Tenham uma excelente entrada em 2010 e um ano muito feliz.


Sinto-me:

Rabiscado por Babs às 17:55
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Supaplex

Quando andava na primária toda a gente lá da escola jogava ao Supaplex. O pai de um miúdo tinha arranjado montes de jogos para o computador do atl e à tarde estávamos sempre amontoados em frente ao écran à espera da nossa vez para jogar.

No Supaplex tinhamos que criar utilizadores mas claro que raramente usávamos os nossos. Normalmente escolhíamos o da minha melhor amiga da primária - com quem nunca mais falei deste então - que já tinha ultrapassado quase todos os níveis. Lembro-me de a ver jogar, fingindo que nem sequer estava muito concentrada, com uma mão caída e a outra a clicar nas teclas.

Há já algum tempo que tinha vontade de recuperar o jogo mas depois descobri que não funcionava no Vista (óbvio) e que para isso tinha de fazer download de uma tal DOSBox. Fiz download mas aquela geringonça da DOSBox era demasiado complicada de mexer. Hoje voltei a lembrar-me do assunto, pesquisei sobre o assunto, segui os passos e configurei tudo.

E passei a última hora a jogar isto:

 

 

 

O objectivo é apanhar os arabescos coloridos sem que as bolas cinzentas nos caiam para cima. O mais incrível é que mesmo quando fazemos movimentos irreflectidos ou idiotas continuamos a ter a possibilidade de chegar até aos arabescos e de passar de nível.

 


Respondo as vossos comentários amanhã e tento voltar a pôr o player fantástico a funcionar. Desejem-se sorte para o pseudo-torneio interturmas de andebol. E para preparar o debate de 5ª feira sobre um filme que não vi, e do qual só por acaso vou ser moderadora.


Sinto-me:

Rabiscado por Babs às 22:14
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Sábado, 5 de Dezembro de 2009
Carta para o Pai Natal

Querido Pai Natal,

Este ano fui uma menina muito querida por isso acho que mereço as seguintes prendas:

 

1 - Edição Especial do Feiticeiro de Oz

2 - uma pen de 8GB

3 - DVDs+R porque tenho montes de filmes que quero passar para dvd nas férias de Natal.

4 - mala castanha. Eu vi uma o ano passado giríssima e como não sou milionária comprei-a para oferecer à minha prima no Natal. Quando recebi o dinheiro do meu aniversário decidi voltar à loja para comprá-la e já não estava lá nenhuma. De qualquer modo, só quero uma malinha castanha, deixo ao teu critério o género.

5 - cachecol cor-de-laranja. O meu cachecol cor-de-laranja foi raptado pela minha irmã - e convenhamos já era um bocado pequeno para mim.

 

Em relação a roupa e sapatos não uses a desculpa de não saberes o número: camisolas - S, calças 36, sapatos 37/38.

 

Também podes passar pela minha Farmville (link ali ao lado) e enviar-me uma rena. Ou enviar-me uma a sério.

 

Muito obrigada,

Babs


Sinto-me:
Estou a ouvir: "i know it's today"

Rabiscado por Babs às 18:23
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