pseudo-importantes

Lista das 101 coisas: Take II; Take I
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Sexta-feira, 16 DE Setembro DE 2011

10 coisas que me irritam na ficção

1. Rapariga e rapaz conhecem-se num dia, conversam e é suposto o público achar que estão perdidamente apaixonados, porque claro está, se duas pessoas de sexos opostos se conhecem e têm uma conversa, tem obrigatoriamente de haver interesse romântico por detrás. E já agora, segundo muitos filmes e livros, duas pessoas do sexo oposto não podem ser amigas sem pelo menos uma delas ter uma paixão escondida.

 

Nada contra personagens que se conhecem, conversam e apaixonam; o problema é mais a noção de que duas personagens não podem conversar sem terem intenções de levar o outro para a cama.

 

2. Personagens femininas cujos temas de conversa se resumem praticamente a rapazes. 

 

3. Se o namorado da protagonista a trai com outra, é porque a outra é uma promíscua que anda a desencaminhar os homens com os seus modos provocantes. Infelizmente, a mesma mentalidade acontece na vida real.

 

4. Pior que isso, se depois de terminada a relação entre a protagonista e o seu namorado, ele escolhe outra rapariga, é suposto fazermos um esforço para encontrar defeitos na rapariga, geralmente o "ela só quer manipular o rapaz".

 

5. Crianças sem personalidade, a imitar ursos de peluche todas adoráveis e iguais. Eu gosto de crianças; são frágeis por isso temos a necessidade de as protejer, são brilhantes e curiosas e surpreendem-se com tudo aquilo que se vai tornando monótono para nós. Mas não são anjinhos. Chamam "gordo" e "burro", invejam a menina que tem o brinquedo bonito e são capazes de a magoar, deixam de fora das brincadeiras o menino "feio" (entre aspas, porque não há meninos feios), se um miúdo é desajeitado a dançar não o deixam dançar em grupo com os outros, são capazes de culpar um amigo por algo de mau que fizeram. Ser criança também não é fácil, porque é díficil adivinhar o que é certo ou errado e as consequências do que fazemos, lidar com as outras crianças, lidar com as expectativas que os pais depositam em nós e lidar com o mundo lá fora que parece tão grande e assustador e que os adultos prometem não ser nada fácil. Ora, eu não espero que num livro para adultos o autor explore a temática das crianças, mas dispenso crianças de oito anos a serem seres perfeitos e quase irracionais que agem como bebés de dois ou três anos.

 

6. Se uma personagem é bissexual e tem uma relação séria com alguém do mesmo sexo, as relações que terá daí para a frente serão sempre com pessoas do mesmo sexo.

 

7. Citando a Rafaela, que é mais coerente que eu: "These days, I feel like female empowerment = sexual freedom. Movies like Bridesmaids and Sex And The City try to hammer it into our heads: women are now as powerful as men, why? Because look, they can be just as raunchy." 

 

8. Se aparece um monstro feio devemos pensar que é o inimigo e os vilões têm geralmente uma aparência menos apelativa que os protagonistas. Será que é suposto associarmos que a maldade está associada a piores aparências e a bondade às melhores aparências? A Bruxa da Branca de Neve acaba por morrer na sua forma de velha com verruga; o Monstro da Bela e o Monstro acaba por se transformar num lindo príncipe. No final, a maldade acaba por ficar numa velha feia e a bondade num lindo e jovem príncipe. Agora ignorem estes exemplos, porque acabei de falar em dois dos meus filmes preferidos.

 

9. Na ficção científica, se o protagonista se depara com uma criatura qualquer é sabido que todas as criaturas da mesma espécie irão agir da mesma forma. Às vezes os autores até fazem questão de dar uma caracterização rápida desse grupo de criaturas, qualquer coisa como "os Grumolóides são criaturas violentas, sedentas de poder, extremamente rápidos a matar um ser humano." Ora, estamos a falar de seres racionais, logo comparáveis até certo ponto ao Homem e duvido que existem adjectivos que sirvam para caracterizar o comportamento ou a personalidade de todos os humanos. Talvez, levando este ponto mais além, diria que é uma certa forma de discriminação.

 

 Também têm capacidade para ficar invisíveis, é por isso que não se consegue ver as outras.

 

10. 90% das cenas de sexo em livros. Desnecessárias, aborrecidas, por vezes absurdas... Bom, mas para isso é que serve a fanfiction, não é?

 

Blablabla, disclaimer de que obviamente isto é a minha opinião e não acontece em todos os livros/séries/filmes, etc. etc. mas se alguém não percebeu isso, cá está uma flor alien para ajudar a entender.

Babs às 18:05
sinto-me: super feliz
música: nada, mas tenho phones novos!
Domingo, 13 DE Fevereiro DE 2011

A propósito do Dia de S. Valentim

Quando se pensa em definir amor dá vontade de escrever algo pomposo. Ou algo pseudo-filosófico. A verdade é que, no fundo, a definição que para mim mais se aproxima da verdade é "gostar de alguém", por mais infantil e simples que isso pareça.

O amor deve, acima de tudo, ser algo natural. Pode ser cego para a idade, para o género, para a etnia, para os hábitos estranhos da outra pessoa e para tantas outras coisas, mas não pode cegar-nos em relação à forma como nos tratam.

Não estou a tentar pregar nenhuma definição nem acho a minha forma de ver o mundo melhor que a de qualquer outra pessoa, mas entristece-me toda esta geração de miúdas capaz de rastejar aos pés de um rapaz, suplicando para lhe dar uma oportunidade.

Existem muitas formas de amor e é pena que nos estejam a impingir esta palhaçada de coraçõezinhos, foleiradas e exageros, dizendo que isto é que é gostar de alguém. Ilude-se as pessoas de que é isso que devem encontrar e obter, a qualquer custo. Grandes paixões, grandes histórias e dramas, deixarmos o amor próprio de lado para alcançar um desses 'amores'.

Enquanto se perdem rios de lágrimas e se inventam dramas, perdem-se também tantas outras formas de amor que, muitas vezes, estão tão próximas e são tão saudáveis. O amor por nós mesmos, os pequenos momentos com aqueles de quem gostamos, o amor por fazer algo de que gostamos.

Acredito e sei que há muito mais para descobrir e explorar se virmos para além desta fantochada e espero que todos vocês, solteiros ou comprometidos, não se sintam sozinhos.

 

Babs às 22:07
sinto-me: com sono
música: 'baby it's fact' - hellogoodbye
Domingo, 05 DE Setembro DE 2010

Nomes Permitidos

Estão a pensar escolher um nome estranho para dar ao vosso filho? Talvez seja melhor confirmar primeiro se este se encontra na lista de nomes permitidos publicada pelo Instituto dos Registos e Notariado, que pode ser consultada clicando no link.

O objectivo desta lista - penso eu - é evitar nomes que 'fujam' muito à nossa língua em termos de grafismo e fonética e não permitir que se chame ao filho um nome possivelmente traumático como Erpídio.

Contudo, ao que parece, Maria Rosário (só aceite com a particula "do") ou João-Dinis, nomes não permitidos, são mais traumáticos do que - vejamos - Aminadabe, Bijal, Jónatas, Luele ou Hildebrando, todos aceites e que já incluí na lista dos nomes que vou chamar às minhas criancinhas.

Se Os Lusíadas é a vossa obra preferida, ficam a saber que não podem dar o nome de Luis de Camões, ou simplesmente Camões, ao vosso filho mas podem chamar-lhe Homero.

Esse nome traumático que é Francisco dos Ramos não é aceite, mas podem sempre optar por Franclim. Ou Felicíssimo, que é um nome que transpira felicidade.

Se gostaram da Pequena Sereia podem chamar Ariel ao vosso rebento, mas só se for rapaz. Aladino também é uma hipótese a considerar.

Aparentemente, as inteligências que elaboraram esta lista igualmente inteligente gostam do Les Misérables, porque podem chamar Fantina, Eponina ou Cosete à vossa filha. Claro que todos estes nomes são bem mais adequados do que Maria Imaculada, nome não aceite.

E o que dizer de Sextina ou de Jácome, ambos permitidos?

Sou a única a achar que estes pseudo-linguístas eram bem mais úteis a cavar batatas?

 

Babs às 16:49
Domingo, 19 DE Julho DE 2009

O que queres ser quando fores grande?

Este ano sou monitora numa colónia de férias com cerca de 50 miúdos dos 4 aos 14 anos (embora as idades se concentrem mais nos 10/11 anos). Tem sido muito divertido, como devem imaginar. Uma das coisas que mais gosto é fazer perguntas a todos eles: sobre a escola, sobre os amigos, sobre o que gostam de fazer, as músicas que ouvem e acabo por descobrir tantas semelhanças deles comigo que das duas uma: ou eles são menos crianças do que a idade indica, ou eu sou mais criança do que devia. Claro, que eu inclino-me mais para esta última.

Então no outro dia perguntei a duas raparigas que estavam próximas - com os seus 10 anos ou menos - o que queriam ser quando fossem grandes. Responde-me uma com convicção "eu quero seguir Biologia". Segue-se a outra "eu quero seguir Gestão". Eu demorei a processar a informação.

No meu tempo de primária quando se perguntava às minhas colegas o que queriam ser elas respondiam com ar sonhador que gostavam de ser bailarinas, cantoras, médicas ou professoras. Eu diferia um bocadinho porque recusava-me geralmente a dizer o que queria ser para no caso de mudar de ideias não me chatearem. Agora posso-vos dizer que até aos 10 anos quis ser cabeleireira, dona de uma loja de doces, dona de uma loja de brinquedos, astronauta mas que tinha esperança de ter poderes mágicos que me permitissem ser alguma coisa mais especial.

Mas nunca me lembro de alguma vez eu ou alguma das minhas colegas respondermos que queríamos "seguir o curso x ou y".

 

 


 

Depois de vos ter falado no blog da Joana - que continua a fazer os seus colares, pulseiras e afins - é altura de também dar os links do blog da Madalena (que é recomendado, porque ela escreve muito bem) e o blog da Viajante, uma amiga que foi hoje de manhã para Inglaterra para um curso de Inglês daqueles muito animados e que espera ter acesso à Internet para nos pôr a par das novidades.

Babs às 19:34
sinto-me:
música: 'perfect world' - Simple Plan
Terça-feira, 28 DE Abril DE 2009

Por onde anda a Babs?

Resposta: Anda a tentar perceber a matéria de Físico-Química, a filmar o trabalho de Filosofia e a fazer outras coisas igualmente interessantes. Ou não.

 

No meio de tudo ainda arranjei tempo para ver mais uma vez um filme chamado Breakfast at Tiffany's.

 

Já vos aconteceu gostarem mais do filme do que do livro em que se baseia?

 

Foi o que me aconteceu com este filme. Quando li o livro não percebi bem a história: a uma dada altura, a protagonista Holly diz que todas as semanas vai à prisão ver um homem e transmitir-lhe informações sobre o tempo que lhe são dadas por um amigo desse homem. Mais à frente ela é acusada de estar envolvida em tráfico de drogas. E até ver o filme nunca tinha percebido a relação entre os dois aspectos! Para além disso no filme é muito mais fácil gostar da Holly... e o final é muito bonito.

 

Embora no geral prefira sempre os livros este não foi o 1º caso em que gostei mais do filme. Já tinha acontecido antes com as Crónicas de Nárnia e com Um Momento Inesquecível.

 

Tenham uma excelente semana :)

Babs às 18:16
sinto-me: quimicamente estável

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